Grupo Vocacional São Benedito - Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, ofmcap -Teresina(ProCePi)
quinta-feira, 9 de junho de 2011
domingo, 5 de junho de 2011
Sermão de Santo Antônio de Pádua, na Ascensão do Senhor
Eis os sinais que acompanharão aqueles que crerem. Àqueles que derem o coração a Deus, acompanhá-los-ão sinais, porque já sobre o seu coração há o sinal de que se lê nos Cânticos: Põe-me como um sinal em cima do teu coração (Cant 8,6). Quando queremos defender dos ladrões os nossos bens ou a nossa casa, costumamos pôr ali a insígnia ou a bandeira do rei ou de algum grande homem, para que à sua vista temam seguir para a frente. Também se queremos defender o nosso coração dos demônios, ponhamos sobre ele Jesus, que é salvação. E onde há salvação, ali há saúde. Eis os sinais: Em meu nome expulsarão demônios (Mc 16,17).
Aos demônios chamam os gregos daimones, isto é, peritos ou sabedores de coisas. A palavra demônio, em grego, significa o que sabe muito. Os demônios são a sabedoria da carne e a esperteza do mundo. Quais demônios, elas atormentam o espírito do homem e afligem o corpo com preocupações. A sabedoria da carne é o demônio noturno, a esperteza do mundo, o demônio meridiano. A sabedoria da carne é cega, embora esteja convicta que é de visão muito aguda – de noite é de visão muito aguda, como se fora um gato. A esperteza do mundo, porque arde com o calor da malícia, é semelhante ao sol do meio-dia. Aquele que deu o coração a Deus, lança fora de si estes demônios, e faz ainda todos os outros sinais dos quais fala o Evangelho. Falarão em novas línguas. A língua do mundo é língua velha, porque fala coisas velhas a respeito do homem velho. Aqueles a quem os sobreditos demônios atormentam, falam esta língua, mas os lançam fora de si, falam línguas novas, em vida nova. Diz Isaías: naquele dia, haverá cinco cidades na terra do Egito a falar a língua de Canaã e a jurar pelo Senhor dos exércitos: Uma será chamada Cidade do Sol (Is 19,18). A terra do Egito, que se interpreta trevas, é o corpo do homem, cheio de trevas pela pena e pela culpa. Nele há cinco cidades, os cinco sentidos do corpo, dos quais um, a vista, se chama Cidade do Sol. Assim como o sol ilumina todo o mundo, a vista ilumina todo o corpo. Estas cidades falam a língua de Canaã, isto é, mudada. Com a mudança da direita do Altíssimo, depõem o homem velho com os seus atos e revestem o novo, vivendo em justiça e verdade.
Assim como a fala exterioriza a palavra escondida no coração, os cinco sentidos do homem, já mudados e convertidos a Deus, falam dele externamente, tal que é no interior. Isto é o que significa jurar, afirmar a verdade. A verdade, pois, da consciência afirma-se com o testemunho da vida santa, para louvor do Senhor dos exércitos, Senhor dos Anjos. Sobre isto ainda se ajunta: Pegarão em serpentes (Mc 16,18). As serpentes simbolizam a adulação e a detração, que serpenteiam e injetam veneno. O adulador serpenteia, o detrator injeta veneno. Aqueles que falam novas línguas tiram estas serpentes de si. Retirem as coisas velhas da vossa boca (1Reis 2,3). A saliva do homem em jejum mata a serpente; a língua em jejum é uma espécie de língua nova, cujo antídoto anula o veneno. Mas a antiga serpente como que adulava Eva, quando dizia: De forma alguma morrereis de morte (Gn 3,4). Como que detraía de Deus, quando acrescenta: Deus sabe que, na hora em que comerdes dela, se vos abrirão os olhos e sereis como deuses, conhecendo o bem e o mal (Gn 3,5). Como se dissesse: Deus, cheio de inveja, proibiu-vos, não querendo que vos assemelhásseis a ele na ciência. Eis como o adulador se insinua e o detrator injeta o veneno. Aquele, porém, que está em jejum, cospe na boca da serpente, mata-a, e assim se livra dela.
Segue: E se beberem algum veneno mortífero, nada sofrerão. Comentário da Glossa: Quando ouvem as sugestões pestilentas, mas não as transformam em obras, isso não lhes faz mal, ainda que bebam algo de mortífero. Diz Isaías: Não beberão vinho cantando árias. A bebida será amarga para os que a beberem (Is 24,9). Por isso, não lhes fará mal. Não bebe o vinho da sugestão diabólica cantando árias quem não consente nela, antes a rejeita, se dói e lamenta. Por isso a própria bebida, a sugestão diabólica, é amarga para os que a bebem para os que a ouvem e a sofrem. Ao contrário, Joel: Despertai, ó ébrios, e chorai e uivai todos os que pondes as delícias em beber, porque ele foi tirado da vossa boca (Joel 1,5). Assim é a letra, porque as delícias do vinho depressa desaparecem da boca, desde que passa a garganta. Brevíssima demora da doçura quantos males gera aquele que bebe o vinho da sugestão diabólica, consentindo em espírito e em obras! Diz-se aos ébrios com tal vinho: Despertai, recordando o vosso pecado, chorai, arrependendo-vos de coração, uivai, confessando-vos. Portanto, todo o que possuir em si aqueles quatro sinais dos quais falamos, poderá fazer bem o quinto: Imporão as mãos sobre os doentes, e estes ficarão curados. Chama-se doente, por precisar de remédio ou medicamento. Doente é o pecador, que precisa muito de medicamento, do exemplo de boas obras. Põe as mãos sobre ele para o curar, para voltar à penitência, aquele que o conforta não só com a palavra da pregação, mas também com o exemplo da obra santa. Amém.
Santo Antônio de Lisboa, Obras Completas, Lello & Irmão – Editores, Porto, vol. II, pp. 925-929.
sábado, 4 de junho de 2011
Ascensão do Senhor
Dom Paulo Mendes Peixoto
Bispo de São José do Rio Preto - SP
Celebramos o 45º Dia Mundial das Comunicações Sociais, com o tema “Verdade, anúncio e autenticidade de vida, na era digital”. Dia que coincide com a Festa da Ascensão do Senhor, como fato que solidifica a comunicação de Deus com o seu povo, criando possibilidade do humano se tornar divino.
Na Ascensão o Senhor Jesus volta para a casa do Pai, de onde saiu, confirmando e abrindo caminho para todo aquele que procura vivenciar a autenticidade da vida de fé e de testemunho da verdade. Este fato acontece dentro de uma dimensão de comunicação e de relação consciente com Deus, na vivência comunitária.
O relacionamento humano acontece num processo de comunicação, seja no “calor humano”, seja intermediado pelos meios da tecnologia, pelas ondas midiáticas, destacando hoje a admirável força da internet, podendo aproximar ou também distanciar as pessoas no seu relacionamento e convivência.
Os cristãos se esforçam para comunicar a presença de Deus no meio das pessoas. Foi o que fizeram os apóstolos do Senhor com o instrumental que tinham. O mesmo acontece nos novos tempos com recursos de alta qualidade. A tecnologia é a grande aliada do anúncio da Palavra de Deus, qualificando as formas de comunicar.
A mídia faz com que a comunicação transcenda os limites do próprio comunicador. É o milagre da vida que passa pelo avanço tecnológico, revelando perfeitamente o mistério de Deus e o mistério da criatura humana na capacidade de comunicação. Esta é a dinâmica com Criador tornando possível o existir por força de sua Palavra.
Neste dia dos meios de comunicação social damos destaque para a imprensa, o rádio, a televisão e a internet. Podemos até dizer que, para o cristão tornar-se testemunha da fé, no contexto de hoje, ele deve estar presente nestes meios, fazendo com que ali haja o espírito de vivência cristã.
A mídia, para ser autêntica, não pode ser marcada tão fortemente pelo sensacionalismo, provocadora de consumismo e maliciosa em favor da opressão e da injustiça. É fundamental ter em conta o “senhorio” de Cristo, que vence o mal com a vida.
Fonte:http://www.cnbb.org.br/site/articulistas/dom-paulo-mendes-peixoto/6738-ascensao-do-senhor
Não à manipulação da Santa Missa!
“Estou cansado de ter que procurar uma Santa Missa, com dignidade e sem modas, como uma agulha no palheiro. Parece até uma sina: onde chego, logo na porta principal da Igreja já está o cartaz com o convite para a “Missa de Cura e Libertação”, com Padre Fulano de Tal... ou pior ainda, quando olho para o outro lado do mural, está agendada a “Missa Sertaneja”; no grupo de oração da semana que vem, “Missa Carismática”... (ah, se Padre Pio ainda vivesse para ouvir o que fizeram com os ‘grupos de oração’...). Por outro lado, quando encontro algumas pessoas que costumam assistir a Santa Missa em sua forma extraordinária ou, vulgarmente chamada de “Tridentina”, chamam-na de “Missa de Sempre”. É que não tenho a pele branca para ver quão vermelho de irritação eu fico quando ouço certos “jargões”.
“Missa de Cura e Libertação”, “Missa Sertaneja”, “Missa Carismática”, “Missa de Sempre”... a que ponto chegamos! Manipular o único e eterno memorial do Sacrifício do Calvário... quanto desgosto sinto! Acredito que seja o mesmo que muitos, quando têm que aturar padres (e alguns até ‘muito bem preparados’, academicamente), falando abobrinhas sentimentais...
Foi-se o tempo em que o início da Santa Missa era feito pelo Padre e não pelos cantores; foi-se o tempo em que o ato penitencial levava a uma contrição autêntica; foi-se o tempo em que o glória era um louvor ao Pai e ao Cordeiro e não um “hino trinitário”; foi-se o tempo em que o salmo era responsorial e não de “meditação”; foi-se o tempo em que a homilia era o momento de catequese; foi-se o tempo em que o canto do Sanctus proclamava, já antecipadamente, a vinda escatológica Do que vem em nome do Senhor; foi-se o tempo em que, após a consagração, era o momento de olhar o Senhor e adorá-lo e não cantar ou bater palmas, e que apenas ‘quem falava eram os sinos’; foi-se o tempo em que a comunhão era de joelhos e na boca; foi-se o tempo em que se guardava silêncio, mesmo que breve, após a comunhão... enfim, foi-se o tempo de tantas coisas... e estas “tantas coisas” geraram Santos, verdadeiros homens de fé e uma fé madura, não infantilizada, à estatura de NSJC.
É certo que a Palavra de Deus é viva e eficaz e que nos toca ao coração. Mas não se trata de banalizar ou denigrir o seu valor. Ela é cortante e penetra o íntimo das nossas almas. A grande questão é o desvio de foco. Se hoje temos concepções de “Missas” como essas, é devido ao subjetivismo de tantos padres, ou seja, eles desviam o foco de NSJC e levam-no para si. Também é certo que o sacerdote age in persona Christi, mas ele deve se re-cordar (= trazer ao coração) sempre o exemplo do Senhor Jesus Cristo que, “embora sendo de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens... Por isso, Deus o exaltou soberanamente...” (Fl 2,6-7.9).
Mas, o que realmente me deixa consternado é a manipulação da Santa Missa para os gostos pessoais e intimistas de cada padre... E nem adianta dizer que é o povo quem quer assim. Errado! Todo sacerdote (ou presbítero, como queiram chamar), recebeu uma formação específica da Santa Igreja Católica Apostólica e Romana. Ora, se assim o é, então, deve obedecer, como prometeram no dia da sua ordenação a tudo o que está escrito e não transgredir ou inventar ou, pior ainda, modificar, sem poder algum para tal coisa. O povo recebe o que o padre dá.
Penso que o dever primeiro de cada sacerdote é a salvação e cura das almas, a começar da sua própria. E rezo para que cada qual tenha consciência do que faz e que temam o juízo. De fato, constato que muitos já não têm mesmo medo da condenação eterna e se afugentam na historinha: ah, o céu ou inferno é aqui e agora... Que Deus lhos perdoe por tanta insanidade e falta de fé. Esta sim é a grande “crise” pela qual muitos deveriam passar. Mas apenas o fazem no sentido mais fraco do termo, que seja, modificação e não no sentido real da palavra, de ‘purificação’. Sim, é necessária uma grande purificação dos pensamentos, palavras, atos e até de omissões!
Acredito que muitos dos que lêem o que escrevo fazem apenas com o intuito de criticar ao final das leituras; mas se pararem para “pensar”, isto é, avaliar onde está o ‘peso’ real das coisas, hão de concordar que os erros não estão em quem lhos constatam; antes, estão nos que são os sujeitos das situações, no caso, dos Padres em relação às concepções da Santa Missa.
Concluindo esta breve conversa, dirijo-me aos “Ministros do Divino Altar”. Se tiverem consciência de que cada um é realmente “um outro Cristo nesta terra”, começarão a executar os seus ofícios com um gostinho de céu, como uma antecipação já aqui e agora do Reino que pregamos e anunciamos. Espero que ao ensinarem as ovelhas confiadas a cada um, quando falarem em “Missa de Cura e Libertação”, “Missa Sertaneja”, “Missa Carismática”, “Missa de Sempre”, façam com a consciência de que em cada denominação errônea dessas, ainda assim, não desviem o foco: NSJC!"
Frei Ângelo Bernardo
domingo, 15 de maio de 2011
Bem-aventurada Dulce dos Pobres
Dom Murilo S.R. Krieger, scj
Arcebispo de Salvador, BA
Arcebispo de Salvador, BA
Florianópolis estava em festa. Na manhã daquele dia 18 de outubro de 1991, o Papa João Paulo II presidiu a beatificação de Amabile Visintainer, mais conhecida como Madre Paulina. No final de sua homilia, o Papa afirmou: “O Brasil precisa de santos!”. Olhando para a multidão que tinha diante de si, acrescentou, espontaneamente: “De muitos santos!”
Dois dias depois, João Paulo II visitava Salvador pela segunda vez. Agora, era a capital baiana que se encontrava em festa. Naquele dia 20 de outubro de 1991, contudo, faltava alguém no aeroporto, para acolher o Papa: lá não estava a Irmãzinha frágil e delicada que parecia poder ser levada por um leve vento, e que ele conhecera em 1980. Irmã Dulce, a Mãe dos Pobres, não pode ir a seu encontro, porque estava acamada. Então, ele, o Papa, é que a visitou. Não eram comuns tais visitas; não porque João Paulo II não as desejasse; sua agenda, e mais ainda por ocasião de visitas pelo mundo, não lhe permitia fazer tudo o de que gostaria. Mas o fato é que João Paulo II queria ver Irmã Dulce, encorajá-la e abençoá-la. É possível que nem ele mesmo se lembrasse das palavras que dissera àquela Irmãzinha, no dia 7 de julho de 1980, ao final da Missa campal, diante de meio milhão de pessoas: “Continue, Irmã Dulce, continue!” Como lembrar-se, também, do que dissera ao “Anjo Bom do Brasil”, na despedida do Aeroporto? “Continue, irmã, mas cuide da sua saúde. É necessário que a senhora se poupe um pouco mais!” É de se perguntar se a própria Irmã Dulce se recordou dessa advertência, depois da visita. Se levarmos em conta seu comportamento e a maneira como continuou a dedicar-se a seus irmãozinhos necessitados, concluiremos que deve ter-se lembrado, sim, da primeira parte da advertência: “Continue, Irmã...” Mas da segunda – “cuide da sua saúde” –, possivelmente entendeu assim: depois de cuidar da saude daqueles que tanto sofrem por falta de recursos, deverei cuidar também da minha saude...”
Voltemos ao dia 20 de outubro de 1991. Respirando e falando com dificuldade, e vendo o Papa aos pés de sua cama, Irmã Dulce pediu-lhe perdão por não poder recebê-lo da maneira como gostaria. A resposta do Papa foi dupla: uma à frente da Mãe dos Pobres, sintetizada num aperto de mãos, em palavras de encorajamento para que ela soubesse suportar com amor aquele momento e numa bênção; outra, foi a observação que fez ao Cardeal Primaz Dom Lucas Moreira Neves, ao deixar o quarto: “Esse é o sofrimento do inocente. Igual àquele de Jesus”. Sim, “o Brasil precisa de muitos santos!”
Dia 22 de maio próximo, Salvador viverá um momento histórico. O nome da cidade, “Salvador”, e a palavra “História” se confundem muitas vezes. A História do Brasil não só passa por aqui, mas aqui há referências únicas dos caminhos que levaram o Brasil a ser o que é hoje. O que viveremos na tarde do próximo dia 22 será inesquecível, pois o Parque de Exposições, na Avenida Paralela, testemunhará um fato raro na vida desta cidade: a beatificação de alguém que o povo já havia declarado santa.
Momentos históricos são assim: você participa deles e só depois toma consciência de que aquele momento foi decisivo, foi único, e, por isso mesmo, será sempre lembrado por todos, a ponto de ser registrado na História. Por isso, dia 22 você não poderá deixar de estar lá, enriquecendo aquela celebração com sua presença e vivendo um momento do qual nunca mais se esquecerá. Para viver momentos assim, enfrenta-se qualquer dificuldade ou sacrifício. Somente os que lá estiverem poderão dizer a si mesmos, a seus descendentes e amigos: “Eu estive lá!” Em ocasiões como essa, Deus costuma derramar graças especiais. Quem conheceu Irmã Dulce, sua insistência e seu poder de persuasão quando estavam em jogo aqueles que ela amava, pode imaginar quanto intercederá por quem for participar de um momento que nada acrescentará à sua glória diante de Deus, mas que muito beneficiará a quem, para a glória desse mesmo Deus, estiver presente quando, pela primeira vez, ela for invocada como: “Bem-aventurada Dulce dos Pobres”...
“A capacidade de cultivar as vocações é sinal característico da vitalidade de uma Igreja local.” (Bento XVI)
Dom Alfredo Scháffler
Bispo de Parnaíba, PI
Bispo de Parnaíba, PI
Como é belo quando se percebe nas nossas comunidades, a estima e o carinho que se tem em relação aos seus padres. São tantas as comunidades que manifestam a vontade de terem um padre mais perto, de se tornaram paróquia para poder contar com a presença do sacerdote.
Jesus, antes que escolhesse e chamasse seus apóstolos do meio dos discípulos, ele retirou-se em oração, a escuta da vontade de Pai. ( Lc 6/12). Por isso, assim como Cristo rezou, também nós, somos convidados a rezar para que o Senhor da Messe suscite mais jovens generosos para aceitar o chamado de Deus. O dever de fomentar as vocações pertence a toda a comunidade cristã, que as deve promover, sobretudo mediante uma vida plenamente cristã.
Em nossas igrejas, devemos constantemente fazer preces e súplicas pelas vocações sacerdotais e religiosas. O Santo Padre Bento XVI nos diz: “Os homens sempre terão necessidade de Deus – mesmo em época do predomínio da técnica no mundo e da globalização – do Deus que se mostrou a nós em Jesus Cristo e nos reúne na Igreja, para aprender, com Ele, a verdadeira vida, manter presentes e tornar eficazes os critérios da verdadeira humanidade.”
Bento XVI ainda fala: “Especialmente neste tempo, em que a voz do Senhor parece sufocada por outras vozes e a proposta de seguir oferecendo a própria vida pode parecer demasiado difícil, cada comunidade cristã, cada fiel deveria assumir, conscientemente, o compromisso de promover as vocações. É importante encorajar e apoiar aqueles que mostram claros sinais de vocação à vida sacerdotal e a consagração religiosa, de modo que sintam o entusiasmo da comunidade inteira quando dizem o seu sim à Deus e à Igreja.” Portanto, para promover as vocações específicas ao ministério sacerdotal e à vida consagrada, para tornar mais forte e eficaz o anúncio vocacional, é indispensável o exemplo daqueles que já disseram o próprio “sim” a Deus, ao projeto de vida que Ele tem para cada um.
A história de toda vocação está interligada, quase sempre, com o testemunho de um sacerdote que vive com alegria a doação de si mesmo aos irmãos pelo Reino dos Céus. Isto porque a proximidade e a palavra de um padre são capazes de fazer despertar interrogações e de conduzir mesmo a decisões definitivas. Assim podemos afirmar que as vocações sacerdotais nascem do contato com os sacerdotes, quase como uma herança preciosa comunicada com a palavra, o exemplo e toda a existência.
Para promover as vocações específicas ao ministério sacerdotal e a vida consagrada, para tornar mais forte e eficaz o anúncio vocacional, á indispensável o exemplo daqueles que já disseram o próprio “sim” a Deus ao projeto de vida que Ele tem para cada um. Que o Dia Mundial das Vocações possa ser, mais uma vez, uma preciosa ocasião a muitos jovens para refletir sobre a própria vocação, respondendo com simplicidade, confiança e plena disponibilidade. A Virgem Maria, Mãe da Igreja, guarde cada pequena semente de vocação no coração daqueles que o Senhor chama e a segui-lo mais de perto.
http://www.cnbb.org.br/site/articulistas/dom-alfredo-schaffler/6542-a-capacidade-de-cultivar-as-vocacoes-e-sinal-caracteristico-da-vitalidade-de-uma-igreja-local-bento-xviFonte:
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Dom Vilsom Basso: “A juventude não é o futuro, mas o presente para a Igreja”
A afirmação é do bispo responsável pela juventude no Regional Nordeste 5 da CNBB (Maranhão), dom Vilsom Basso, que destacou na coletiva de imprensa desta quinta-feira, 12, a opção preferencial da Igreja pela juventude.
Segundo dom Visom, essa preocupação é traduzida no mundo por meio da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) que este ano acontece em Madri, na Espanha, e deverá reunir 2 milhões de jovens de todo o planeta.
“Trata-se de um evento que tem por objetivo energizar nossa juventude. Fazer com que eles tenham mais ânimo, coragem e convicção para trabalhar no meio do povo”, sublinhou. Na América Latina, segundo dom Vilsom, a opção pelos jovens teve início em 1979, com a 3ª Conferência Episcopal Latino Americana de Puebla, no México, quando a Igreja também fez a opção preferencial pelos pobres.
Dom Vilsom também comentou que a Igreja no Brasil fez a opção pela juventude a partir de 1981, com a criação do Setor Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e que hoje essa opção foi reforçada com a aprovação da criação da Comissão Episcopal para a Juventude que foi desmembra da Comissão para o Laicato nos últimos dias durante a 49ª AG.
“Foi uma decisão importante e profética pela importância que a juventude tem na sociedade e na Igreja e quando a Conferência toma essa decisão ela diz que estará com assessores, padres e leigos, preocupada especialmente com a evangelização da juventude isso traz esperança e alegria”, aprovou o bispo.
JMJ-2011
O bispo trouxe ainda alguns dados sobre a participação brasileira na Jornada Mundial da Juventude 2011. De acordo com ele, a CNBB participará do evento com uma delegação oficial de 350 jovens e 60 bispos. O total de jovens brasileiros inscritos para o evento, porém, já ultrapassa os 10 mil. O encontro dos jovens com o papa deverá reunir 2 milhões de jovens entre os dias 16 e 21 de agosto. Esta é a 12ª edição do evento que foi criado pelo papa João Paulo II em 1986, quando aconteceu pela primeira vez em Roma, na Itália.
Assinar:
Postagens (Atom)


