sábado, 2 de julho de 2011

São Pedro e São Paulo


Dom Paulo Mendes Peixoto

Bispo de São José do Rio Preto - SP

Toda construção que fazemos, para que ela tenha sustentabilidade, depende de uma boa base, de uma estrutura bastante sólida e resistente. Isto não é diferente quando falamos do cristianismo, todo ele centrado em Jesus Cristo, tendo Pedro e Paulo como as colunas fortes de primeira hora.
Não foi por acaso que Cristo chamou Pedro de “pedra”, como uma “gruta escavada na rocha”. É como pensar na Igreja internamente, nas suas estruturas e na sua força de sustentação. Cristo disse pessoalmente a ele: “Tu és pedra, e sobre ti construirei a minha Igreja”. Com isto ela teria base sólida.
A Igreja é constituída para exercer no mundo uma missão. Este aspecto está fundamentado em Paulo, o grande missionário dos primeiros tempos. Foi ele quem fundou as primeiras comunidades cristãs, era apaixonado por elas, chegando a dar a própria vida para que a Igreja tivesse vida.
No contexto da Igreja hoje, como pessoas de fé e integrados na comunidade cristã, somos herdeiros do sangue dos mártires de toda a história do cristianismo. Pedro foi crucificado de cabeça para baixo, e Paulo, degolado. Ambos morreram e foram sepultados em Roma.
Ser Igreja supõe conhecimento, convicção e paixão por Jesus Cristo. Não basta uma prática superficial, aleatória, confusa, alienante e intimista do cristianismo. É preciso conhecer Jesus Cristo, e isto é mais do que uma questão de fé. É reconhecê-Lo na pessoa do outro e colocar-se a serviço dele.
Diante da pergunta de Jesus sobre quem era ele, Pedro disse: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. É expressão de familiaridade, de convivência e de entrega. A forma como os apóstolos eram acolhidos por Jesus deu a Pedro a certeza de que era Filho de Deus.
Esta certeza deve acompanhar a todos nós hoje. Não um fato simplesmente simbólico, de “faz de conta”, mas de compromisso, de combate e de fé autêntica. Agora é imitar Pedro e Paulo, os grandes lutadores na fé, até o martírio, jamais esquecidos pelos guerreiros cristãos de ontem e de hoje.
Fonte:CNBB

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Papa indica amizade com Jesus como "programa de vida sacerdotal


A Santa Missa em comemoração aos 60 anos da Ordenação Sacerdotal de Bento XVI foi presidida pelo Pontífice na manhã desta quarta-feira, 29 de junho, Solenidade dos Apóstolos Pedro e Paulo, na Basílica de São Pedro.

Ao longo da cerimônia, também houve a entrega do Pálio aos novos Arcebispos Metropolitanos nomeados ao longo do último ano, entre os quais sete brasileiros.

O Papa centrou sua homilia em torno da expressão "Já não vos chamo servos, mas amigos" (cf. Jo 15, 15). Segundo o ordenamento litúrgico do tempo de sua Ordenação, essas palavras eram ditas pelo bispo ao final da cerimônia e significavam a explícita concessão aos novos sacerdotes do mandato de perdoar os pecados.

"'Já não sois servos, mas amigos': nesta frase está encerrado o programa inteiro de uma vida sacerdotal", destacou. Ele disse que tal expressão gera uma grande alegria interior, mas, ao mesmo tempo, na sua grandeza, pode fazer o sacerdote sentir ao longo dos decênios calafrios com todas as experiências da própria fraqueza e da bondade inexaurível de Deus.

"Senti-me impelido a dizer-vos uma palavra de esperança e encorajamento; uma palavra, amadurecida na experiência, sobre o fato que o Senhor é bom. Mas esta é sobretudo uma hora de gratidão: gratidão ao Senhor pela amizade que me concedeu e que deseja conceder a todos nós. Gratidão às pessoas que me formaram e acompanharam. E, subjacente a tudo isto, a oração para que um dia o Senhor na sua bondade nos acolha e faça contemplar a sua glória", expressou.

Acesse
.: NA ÍNTEGRA: Homilia de Bento XVI nos 60 anos de sacerdócio e entrega do Pálio
.: Confira fotos da cerimônia no Flickr
.: Papa comemora 60 anos de padre: dia mais importante da minha vida



Amizade e frutos

"O que é verdadeiramente a amizade?", questionou. E respondeu: "A amizade é uma comunhão do pensar e do querer. [...] Ele conhece-me pelo nome. Não sou um ser anônimo qualquer, na infinidade do universo. Conhece-me de modo muito pessoal. E eu? Conheço-O a Ele? A amizade que Ele me dedica pode apenas traduzir-se em que também eu O procure conhecer cada vez melhor".

Segundo o Pontífice, a amizade não é apenas conhecimento, mas sobretudo comunhão do querer. "Significa que a minha vontade cresce rumo ao 'sim' da adesão à d’Ele. Na amizade, a minha vontade, crescendo, une-se à d’Ele: a sua vontade torna-se a minha, e é precisamente assim que me torno de verdade eu mesmo".

Essa expressão de Jesus sobre a amizade está no contexto do discurso sobre a videira, imagem que alude à tarefa dada aos discípulos - "Eu vos destinei, para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça" (Jo 15, 16). Por isso, a primeira tarefa dada aos discípulos, aos amigos, é pôr-se a caminho: "Sair de si mesmos e ir ao encontro dos outros. O Senhor exorta-nos a superar as fronteiras do ambiente onde vivemos e levar ao mundo dos outros o Evangelho, para que permeie tudo e, assim, o mundo se abra ao Reino de Deus", afirmou.

O Bispo de Roma explicou que o fruto que o Senhor espera de nós é como o vinho, imagem do amor no discurso sobre a videira. No entanto, advertiu que o Antigo Testamento recorda que o vinho esperado das uvas boas é imagem da justiça, que existe em uma vida vivida segundo a lei de Deus.

"E não digamos que esta é uma visão veterotestamentária, já superada. Não! Isto permanece sempre verdadeiro. O autêntico conteúdo da Lei é o amor a Deus e ao próximo. Este duplo amor, porém, não é qualquer coisa simplesmente doce; traz consigo o peso da paciência, da humildade, da maturação na educação e assimilação da nossa vontade à vontade de Deus, à vontade de Jesus Cristo, o Amigo. Só deste modo, tornando verdadeiro e reto todo o nosso ser, é que o amor se torna também verdadeiro, só assim é um fruto maduro. A sua exigência intrínseca, ou seja, a fidelidade a Cristo e à sua Igreja requer sempre que se realize também no sofrimento. É precisamente assim que cresce a verdadeira alegria. No fundo, a essência do amor, do verdadeiro fruto, corresponde à palavra relativa ao pôr-se a caminho, ao ir: amor significa abandonar-se, dar-se; leva consigo o sinal da cruz".


Pálio

O Papa recordou, ao impor o pálio aos Arcebispos Metropolitanos nomeados depois da última festa dos Apóstolos, que esse significa, em primeiro lugar, o jugo suave de Cristo que é colocado aos ombros dos Pastores.

"Assim, para nós, é, sobretudo, o jugo de introduzir outros na amizade com Cristo e de estar à disposição dos outros, de cuidarmos deles como Pastores. [...] Recorda-nos que podemos ser Pastores do seu rebanho, que continua sempre a ser d’Ele e não se torna nosso. [...] Por fim, o pálio significa também, de modo muito concreto, a comunhão dos Pastores da Igreja com Pedro e com os seus sucessores: significa que devemos ser Pastores para a unidade e na unidade, e que só na unidade, de que Pedro é símbolo, guiamos verdadeiramente para Cristo".

quinta-feira, 23 de junho de 2011

A Eucaristia e a humildade


"Eis que se humilha diariamente, como quando veio do trono real (Sb 18, 15) ao útero da Virgem; vem diariamente a nós ele mesmo aparecendo humilde; des­ce todos os dias do seio do Pai (cfr. Jo 6,38; 1,18) sobre o altar nas mãos do sacerdote." (São Francisco de Assis. Admoestationes, I, 16-18)

Hoje que a Igreja celebra a Solenidade de Corpus Christi, é oportuno fazermos uma reflexão acerca do testemunho silencioso que encerra o Santíssimo Sacramento. De fato, Jesus Cristo sendo Deus consubstancial ao Pai e ao Espírito Santo, humilhou-se na Sua Encarnação, ao assumir a frágil condição humana, e ao viver na obediência, como servo (Fl 2, 6-11). Mas também na Sagrada Eucaritsia, na qual o Senhor renova a obra da Redenção, Ele renova também a sua humilhação. Alguns autores usaram mesmo o termo grego kenosis, "aniquilamento", para definir esse ato de humildade de Jesus na Eucaristia. Pois consideremos que ele é Deus Todo-Poderoso, Rei e Senhor do Universo, Santíssimo, e que desce dos Céus sob o aspecto inofensivo do pão e do vinho, a tal ponto que se deixa ser carregado pelos homens, e mesmo expondo-se ao risco de profanação! Aparece na Eucaristia como cordeiro manso do sacrifício, tal como na Sua Paixão.

"Aí o tens: é Rei de Reis, e Senhor de Senhores. - Está escondido no Pão.
Humilhou-se até esse extremo por amor de ti." (São Josemaría Escrivá.Caminho, 538)

Assim, mesmo estando aparentemente passivo escondido sob o véu das aparências de pão e do vinho, o Senhor nos dá um grandioso testemunho de humildade. Que ao contemplarmos o Santíssimo Sacramento, sejamos humildes, reconheçamos nossos pecados, fraquezas e imperfeições e roguemos a Jesus, modelo de humildade, que nos ajude a sermos mais humildes e a abrirmos nossas fraquezas para Sua Graça afim de que por ela sejamos fortaleçidos. E que, nesse espírito de humildade, saibamos examinar bem nossa consciência afim de não receber este excelso Sacramento se estivermos em estado de pecado mortal, fazendo comunhão espiritual expressando o desejo de receber o Senhor dignamente e pedindo a Ele a Graça de um arrependimento firme e sincero, bem como de uma santa confissão. E, quando estivermos em estado de graça, peçamos a Ele que aumente sempre a nossa Graça, a fim de nos fortalecer no Amor e na prática das virtudes.

Por fim, lembremos sempre de ao passarmos diante de um Sacrário onde Cristo estiver presente de confessar-Lhe "Senhor, eu creio! Mas aumenta a minha Fé!"


Fonte:http://www.salvemaliturgia.com/

segunda-feira, 20 de junho de 2011

PROFISSAO SOLENE DO FREI ALOISIO.

No dia 12 de junho do corrente ano, na Solenidade de Pentecostes, o frei Aloísio Albuquerque, Secretário Provincial, emitiu seus votos solenes na Ordem dos Frades Capuchinhos, Província São Francisco das Chagas do Ceará e Piauí. Participaram da concelebração no Santuário Sagrado Coração de Jesus os confrades: Frei Henrique Araújo, Ministro Provincial e presidente da celebração, Frei Roberto, Frei Nilto, Frei Deusimar, Frei Ribamar, Frei Walbério, Frei Roberildo, Frei Rogério, Frei Vital, Frei Benedito e Frei Lázaro (noviço). Também alguns familiares do profitente, religiosos e religiosas, além de amigos e da comunidade do Santuário, participaram da celebração e do momento de confraternização realizado no pátio interno do Convento Sagrado Coração de Jesus (Cúria Provincial). Que Deus conceda sua luz e sua fortaleza para sermos fiéis à missão que ele nos confia e que abraçamos livremente. Amém.


Fonte:http://www.procepi.org.br/blog

MISSA EM SAN MARINO: FALSAS RIQUEZAS


Papa constata dificuldades causadas por modelos hedonistas

SERRAVALLE, domingo, 19 de junho de 2011 (ZENIT.org) - A riqueza do homem é a fé, e não apenas suas capacidades pessoais ou sociais, afirmou Bento XVI neste domingo durante a missa que celebrou com cerca de 20.000 pessoas no estádio olímpico de Serravalle.
O Papa advertiu que substituir a fé e os valores cristãos por falsas riquezas conduz ao fracasso na busca do bem. Conduz ainda a experiências como as numerosas crises familiares, agravadas pela fragilidade espiritual dos cônjuges e as dificuldades na formação dos jovens.
A celebração eucarística foi o primeiro ato oficial da visita pastoral que o Papa realiza neste domingo à diocese de San Marino-Montefeltro, após chegar ao heliporto de Torraccia, procedente do Vaticano, perto das 9h da manhã.
Depois de agradecer pela cordialidade e afeto com que foi recebido, o Papa disse aos cidadãos que a riqueza deles “foi e é a fé”. Ele assinalou que “o melhor modo de apreciar uma herança é cultivá-la e enriquecê-la”.
“Vocês estão chamados a desenvolver este precioso depósito em um dos momentos mais decisivos da história”, disse.
“Hoje, esta missão tem de enfrentar profundas e rápidas transformações culturais, sociais e políticas, que têm determinado novas orientações e modificado a mentalidade, os costumes e a sensibilidade”, afirmou.
“Tampouco aqui, de fato, como em outros lugares, faltam dificuldades e obstáculos, devido sobretudo a modelos hedonistas que ofuscam a mente e ameaçam anular toda a moralidade.”
O Papa disse que “se insinua a tentação de considerar que a riqueza do homem não é a fé, mas seu poder pessoal e social, sua inteligência, sua cultura e sua capacidade de manipulação científica, tecnológica e social da realidade”.
“Começou-se a substituir a fé e os valores cristãos por supostas riquezas, que se revelam, ao final, inconsistentes e incapazes de sustentar a grande promessa do verdadeiro, do bem, do belo e justo, que durante séculos vossos ancestrais identificaram com a experiência da fé”, prosseguiu.
Como resultado, Bento XVI se referiu à “crise de não poucas famílias, agravada pela difusa fragilidade psicológica e espiritual dos cônjuges” e o “cansaço experimentado por muitos educadores em obter continuidade formativa nos jovens, condicionados por múltiplas precariedades, a primeira a da função social e da possibilidade de trabalho”.
Ante esta realidade, o Papa convidou os fiéis a se mostrarem como “cristãos presentes, decididos e coerentes”.
Aos leigos, o Papa recomendou que se empenhem “ativamente na comunidade, de modo que, junto a suas peculiares obrigações cívicas, políticas, sociais e culturais, possam encontrar tempo e disponibilidade para a vida pastoral”.
Fonte:Zenit

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Dom Sergio é nomeado para Brasília

Dom Sérgio da Rocha é o novo arcebispo da arquidiocese de Brasília, no Distrito Federal. O anúncio foi feito nesta quarta-feira, 15, pelo papa Bento XVI, que nomeou também o padre Marian Marek Piatek, conhecido como padre Marcos, bispo da prelazia de Coari, no estado do Amazonas, vacante desde julho de 2009.

Dom Sérgio, 51, vem para a capital federal transferido de Teresina (PI), onde chegou como arcebispo coadjutor, em 2007, assumindo a arquidiocese em setembro de 2008. Ele sucede a dom João Braz de Aviz que, em janeiro, foi nomeado prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica, em Roma.

Na última assembleia geral da CNBB, no mês passado, em Aparecida (SP), dom Sérgio foi eleito presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé, tornando-se membro do Conselho Episcopal Pastoral (Consep) e do Conselho Permanente da CNBB. No último quadriênio (2007-2011), foi presidente do Regional do Regional Nordeste 4 da CNBB, que abrange todo o estado do Piauí.

Paulista de Dourada, dom Sérgio nasceu no dia 21 de outubro de 1959. Fez o curso de filosofia no Seminário de São Carlos (SP) e de teologia em Campinas (SP). Ordenado padre no dia 14 de dezembro de 1984, fez mestrado em Teologia Moral na Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção, em São Paulo, e doutorado na Academia Alfonsiana da Pontifícia Universidade Lateranense, em Roma.

Nomeado bispo auxiliar de Fortaleza (CE) em 13 de junho de 2001, recebeu a ordenação episcopal no dia 11 de agosto do mesmo ano. Como bispo, foi membro das Comissões da CNBB: para a Doutrina (2002-2007), Mutirão para Superação da Miséria e da Fome (2001-2004), para os Ministérios Ordenados e da Vida Consagrada (2007-2011). Neste mesmo período, foi presidente do Departamento de Vocações e Ministérios do Conselho Episcopal Latino-americano (Celam). Exerceu, também, várias funções nos Regionais da CNBB Nordeste 1 (Ceará) e Nordeste 4 (Piauí).