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sábado, 8 de janeiro de 2011

OUVIR O PAPA

Papa Bento XVI
Papa João Paulo II
      Papa, quer dizer papai, vem do grego. Foi o jeito carinhoso de os fiéis chamarem o Bispo líder dos Bispos. Porque é isso que o Papa é. O Bispo líder. Por isso, o pai espiritual mais querido.
Na Igreja Católica, O Bispo de Roma é a maior autoridade da Igreja. Os Bispos não devem obediência uns aos outros, mas todos devem obediência ao Bispo de Roma.
É para isso que o escolheram. Para que seja, como Pedro, líder dos líderes.
Para os Católicos, aqui neste mundo, a última palavra deve ser a dele.
Ele não é infalível em tudo. É humano como nós. É santo e pecador.
E houve papas que erraram muito. Mas a maioria teve vida santa.

A Igreja não idolatra o Papa. Respeita sua liderança e sua palavra.

      Todas as religiões têm seus gurus e seus líderes queridos e venerados.
Para seus admiradores, a palavra deles tem peso.
Para os Católicos a do Papa tem o peso da Igreja Católica, porque ele não tira suas idéias de qualquer repente. Ouve, manda estudar, consulta outros Bispos, e só depois se pronuncia.
Pode haver casos em que a decisão está apenas com ele.
Padre Zezinho, scj
Ninguém pede para ser Papa. É responsabilidade enorme pastorear mais de um bilhão de fiéis.
É escolhido por cardeais que representam a Igreja como num parlamento.
Como é impossível para os fiéis do mundo votarem, já que os fiéis mal conhecem seu próprio Bispo, então este direito e poder é delegado a Bispos e Cardeais que se conhecem melhor.
O eleito assume quase sempre por obediência.
E é vida dura, reclusa, cercada  de deveres e compromissos. Ele não mais se pertence.
Precisa muito de nosso carinho e de nossas orações. Porque criticar o Papa é muito fácil.
É o que muito gente faz. Discordar dele com ternura e amor, obedecer-lhe mesmo quando não concordamos, exige fé e caridade.

       Nunca foi fácil ser Católico. Hoje em dia está ainda mais difícil.
Nunca foi fácil ser Papa. Continua difícil.
Os tempos mudaram. Os Católicos também.
Mas, se querem ser Católicos, precisamos ouvir o Papa. 
Se pudéssemos consultar diretamente a Jesus Cristo e se ele todo o dia aparecesse para nos falar, não precisaríamos ouvir seus apóstolos, nem os sucessores deles.
Mas a Igreja é isto: continuação.
Um dos sinais de que alguém é de uma Igreja, é que aceita sua liderança.
Se cria a sua própria idéia ou seu próprio grupo que faz o que bem entende, então já fundou outra Igreja, ou uma igrejinha dentro da Igreja.
Ouça o Papa, mesmo que discorde dele! Reze por ele!
Se fizer; provavelmente será mais Católico do que é agora.
Quer queira, quer não, nossa Igreja precisa dele.

       Se cremos no evangelho há nele uma passagem que assim reza:
E eu te digo que és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja, as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Dar-te-ei as chaves do reino dos Céus. Tudo o que ligares na terra será ligado no Céu, e tudo o que desligares na terra será desligado no Céu.
Não há o que conversar, se o Católico não aceita esta passagem. Também não aceitará outras. Se aceita a Bíblia Católica, aceitará o Papa.
Se não aceitar o Papa, preferirá interpretações outras.
Estou supondo que você ainda seja ou queira permanecer Católico.
Neste caso entre para o grupo dos que gostam do Papa.
Discorde dele se acha que deve, mas ouça-o e repeite-o.
Ele fala pela Igreja. Nós lhe demos este direito.
Alguém tem de nos liderar em nome de Jesus.
Você talvez não precise disso.
Os Católicos precisam, exatamente por que são CATÓLICOS!

fonte: Capítulo V do Livro: CLARO COMO A LUZ DO DIA (Subsídios para uma catequese em família-2). Autor: Padre José Fernandes de Oliveira (Pe. Zezinho, scj).

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Papa Silvestre II - Fé e razão

Papa Silvestre II
(Grupo de estudo da PV: Fides et Ratio)

Papa Silvestre II (999-1003), cujo o nome era Gerberto de Aurillac foi um verdadeiro "mártir da ciência" já no século X("idade média").
Silvestre II foi matemático e sábio, sofreu a perseguisão por suas idéias cientificas geniais seis séculos antes de Galileu.
Ele foi um monge francês formado em Barcelona, nasceu em Auvernia, sul da França, em 940.
Silvestre II teve ideias extraordinárias. Mesmo já como Papa seus colegas iam a ele para resolver problemas científicos.
Como matemático ele foi o primeiro que introduziu  sistema numérico arábico e expôs suas vantagens em relação à numeração tradicional romana com as letras I, V, X, L, C, D, M. No entanto, não teve êxito com sua proposta, que acabaria sendo adotada duzentos anos mais tarde.
Sua paixão pela música o fez capaz de projetar a construção de um órgão a vapor na Catedral de Reims. Também inventou diversas máquinas hidráulicas assim como uma tábua de cálculos e um primitivo relógio de pêndulo.

fonte: Uma História que não é contada (Professor Felipe Aquino)

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Diálogo entre católicos e ortodoxos sobre primado do Papa

 
VIENA, quinta-feira, 30 de setembro de 2010 (ZENIT.org) - Uma das questões centrais que provocou há quase mil anos o cisma entre as Igrejas Ortodoxas e Roma, o primado do Papa, converteu-se no centro da fase atual do diálogo teológico entre católicos e ortodoxos em busca da unidade plena.
"O papel do bispo de Roma na comunhão da Igreja no primeiro milênio" foi precisamente o tema da 12ª sessão plenária da Comissão Mista Internacional para o Diálogo entre a Igreja Ortodoxa e a Igreja Católica, realizada em Viena de 20 a 27 de setembro.
A reunião continuou trabalhando na redação de um documento conjunto, que começou a ser elaborada em 2009, durante a assembleia plenária do ano passado, celebrada em Pafos, Chipre.
"Nesta fase - revela o comunicado conjunto emitido pelos representantes católicos e ortodoxos no final do encontro -, a Comissão está discutindo este texto como um documento de trabalho e foi decidido que o texto deveria ser revisado. Foi decidido também formar uma subcomissão para começar a considerar os aspectos teológicos e eclesiásticos do primado em sua relação com a sinodalidade."
As comissões ortodoxa e católica sabiam perfeitamente, em 2007, quando foi decidido enfrentar a questão do primado do bispo de Roma em suas reuniões, que não resolveriam em poucos meses ou anos a questão mais decisiva do grande cisma do Oriente que separou o cristianismo em 1054. A reunião de Viena mostrou que, embora o caminho seja longo, a vontade de avançar é do interesse de católicos e ortodoxos, o que já foi visto como algo importante.
Em 24 de setembro, os dois copresidentes concederam uma coletiva de imprensa; por parte católica, o arcebispo Kurt Koch, novo presidente do Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos; e da parte ortodoxa, o metropolitano João Zizioulas de Pérgamo.
Este último constatou que "neste momento não há nuvens de desconfiança entre nossas duas igrejas. Nossos antecessores, em especial os responsáveis de ambas as igrejas, tanto por parte católica como ortodoxa, prepararam o caminho para uma discussão amigável e fraterna. E este espírito prevaleceu em nossas discussões".
"E por isso - acrescentou o representante ortodoxo - desejo assegurar que se continuarmos assim, Deus encontrará um caminho para superar as dificuldades que restam, e levará à plena comunhão nossas duas igrejas - as igrejas mais antigas, que compartilham o mesmo passado ecumênico, as mesmas tradições, o mesmo sentido da Igreja."
O arcebispo Koch, tocando na questão do primado do bispo de Roma, recordou que Joseph Ratzinger já havia afirmado, numa famosa conferência, pronunciada em Graz, em 1976, que "não podemos esperar mais da Ortodoxia o que se vivia no primeiro milênio".
"Portanto, a discussão fundamental é sobre como estas igrejas viviam no primeiro milênio e como podemos encontrar um novo caminho comum hoje. Esta discussão necessita de espaços de liberdade e paciência."
"Sei que algumas pessoas podem estar impacientes, mas a paciência é uma expressão do amor - garantiu o prelado suíço. As pessoas sabem, por experiência, o significado de duas pessoas que se separarem num matrimônio. E nós levamos mil anos de separação. Devemos e queremos empreender novos caminhos, pois Jesus nos deu a missão de viver juntos."
Na homilia, que o cardeal Christoph Schönborn, arcebispo de Viena, dirigiu na catedral da cidade durante a Eucaristia celebrada pelos membros católicos, na presença dos ortodoxos, explicou que "temos e necessitamos de um primado no sentido canônico, mas sobre ele está o primado da caridade. Todas as disposições canônicas na Igreja servem a este primado do amor".

fonte: Zenit

Segue um vídeo sobre ecumenismo com a Igreja Ortodoxa (Em espanhol-español)