sábado, 8 de janeiro de 2011

OUVIR O PAPA

Papa Bento XVI
Papa João Paulo II
      Papa, quer dizer papai, vem do grego. Foi o jeito carinhoso de os fiéis chamarem o Bispo líder dos Bispos. Porque é isso que o Papa é. O Bispo líder. Por isso, o pai espiritual mais querido.
Na Igreja Católica, O Bispo de Roma é a maior autoridade da Igreja. Os Bispos não devem obediência uns aos outros, mas todos devem obediência ao Bispo de Roma.
É para isso que o escolheram. Para que seja, como Pedro, líder dos líderes.
Para os Católicos, aqui neste mundo, a última palavra deve ser a dele.
Ele não é infalível em tudo. É humano como nós. É santo e pecador.
E houve papas que erraram muito. Mas a maioria teve vida santa.

A Igreja não idolatra o Papa. Respeita sua liderança e sua palavra.

      Todas as religiões têm seus gurus e seus líderes queridos e venerados.
Para seus admiradores, a palavra deles tem peso.
Para os Católicos a do Papa tem o peso da Igreja Católica, porque ele não tira suas idéias de qualquer repente. Ouve, manda estudar, consulta outros Bispos, e só depois se pronuncia.
Pode haver casos em que a decisão está apenas com ele.
Padre Zezinho, scj
Ninguém pede para ser Papa. É responsabilidade enorme pastorear mais de um bilhão de fiéis.
É escolhido por cardeais que representam a Igreja como num parlamento.
Como é impossível para os fiéis do mundo votarem, já que os fiéis mal conhecem seu próprio Bispo, então este direito e poder é delegado a Bispos e Cardeais que se conhecem melhor.
O eleito assume quase sempre por obediência.
E é vida dura, reclusa, cercada  de deveres e compromissos. Ele não mais se pertence.
Precisa muito de nosso carinho e de nossas orações. Porque criticar o Papa é muito fácil.
É o que muito gente faz. Discordar dele com ternura e amor, obedecer-lhe mesmo quando não concordamos, exige fé e caridade.

       Nunca foi fácil ser Católico. Hoje em dia está ainda mais difícil.
Nunca foi fácil ser Papa. Continua difícil.
Os tempos mudaram. Os Católicos também.
Mas, se querem ser Católicos, precisamos ouvir o Papa. 
Se pudéssemos consultar diretamente a Jesus Cristo e se ele todo o dia aparecesse para nos falar, não precisaríamos ouvir seus apóstolos, nem os sucessores deles.
Mas a Igreja é isto: continuação.
Um dos sinais de que alguém é de uma Igreja, é que aceita sua liderança.
Se cria a sua própria idéia ou seu próprio grupo que faz o que bem entende, então já fundou outra Igreja, ou uma igrejinha dentro da Igreja.
Ouça o Papa, mesmo que discorde dele! Reze por ele!
Se fizer; provavelmente será mais Católico do que é agora.
Quer queira, quer não, nossa Igreja precisa dele.

       Se cremos no evangelho há nele uma passagem que assim reza:
E eu te digo que és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja, as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Dar-te-ei as chaves do reino dos Céus. Tudo o que ligares na terra será ligado no Céu, e tudo o que desligares na terra será desligado no Céu.
Não há o que conversar, se o Católico não aceita esta passagem. Também não aceitará outras. Se aceita a Bíblia Católica, aceitará o Papa.
Se não aceitar o Papa, preferirá interpretações outras.
Estou supondo que você ainda seja ou queira permanecer Católico.
Neste caso entre para o grupo dos que gostam do Papa.
Discorde dele se acha que deve, mas ouça-o e repeite-o.
Ele fala pela Igreja. Nós lhe demos este direito.
Alguém tem de nos liderar em nome de Jesus.
Você talvez não precise disso.
Os Católicos precisam, exatamente por que são CATÓLICOS!

fonte: Capítulo V do Livro: CLARO COMO A LUZ DO DIA (Subsídios para uma catequese em família-2). Autor: Padre José Fernandes de Oliveira (Pe. Zezinho, scj).

OS JOVENS, ESPERANÇA DA IGREJA: TEMA DO I ENCONTRO VOCACIONAL DE 2011

Em tantos países do mundo, eles representam a metade de toda a população e, muitas vezes, a metade numérica do próprio povo de Deus que vive nesses países. Já sob esse ponto de vista, os jovens constituem uma força excepcional e são um grande desafio para o futuro da Igreja. Nos jovens, efetivamente, a Igreja lê o seu caminho para o futuro que a espera e encontra a imagem e o convite daquela alegre juventude com que o Espírito de Cristo constantemente a enriquece. Nesse sentido, o Concílio definiu os jovens como “esperança da Igreja”.
Na carta escrita aos jovens do mundo, em 31 de março de 1985, lê-se: “A Igreja olha para os jovens: antes, a Igreja, de um modo especial, vê-se a si mesma nos jovens, em todos vós e, ao mesmo tempo, em cada uma e em cada um de vós”. Foi assim desde o princípio, desde os tempos apostólicos. As palavras de São João na sua Primeira Carta podem dar disso um especial testemunho: “Eu lhes escrevo, filhinhos, porque os pecados de vocês foram perdoados pelo poder do nome de Jesus. Eu lhes escrevo, pais porque vocês conhecem aquele que existia desde o princípio. Eu lhes escrevo, jovens, porque vencestes o Maligno. Eu lhes escrevi, filhinhos, porque vocês conheceram o Pai [...]. Eu lhes escrevi, jovens, porque vocês são fortes, e a palavra de Deus permanece em vocês e vocês venceram o Maligno”. (1 Jo 2,12ss.).
Na nossa geração, ao fim do segundo milênio depois de Cristo, também a Igreja vê-se a si mesma nos jovens. "Os jovens (Vocacionados) não devem ser considerados simplesmente como o objeto da solicitude pastoral da Igreja: são de fato e devem ser encorajados a serem sujeitos ativos, protagonistas da evangelização e artífices da renovação social”. A juventude é o tempo de uma descoberta particularmente intensa do próprio “eu” e do próprio “projeto de vida”, é o tempo de um crescimento que deve realizar-se “em sabedoria, idade e graça diante de Deus e dos homens” (Lc 2,52).
Como disseram os padres sinodais (Assembléia regular de párocos convocada pelo bispo = sínodo diocesano): “a sensibilidade dos jovens intui profundamente os valores da justiça, da não-violência e da paz. O seu coração está aberto à fraternidade, à amizade e à solidariedade. Deixam-se mobilizar ao máximo em favor das causas que concernem à qualidade da vida e à conservação da natureza. Mas, estão eles também cheios de inquietações, de desilusões, angústias e receios do mundo, para além das tentações próprias do seu estado”.
A Igreja deve reviver o amor de predileção que Jesus mostrou ao jovem do Evangelho: “Jesus, olhando para ele, amou-o” (Mc 10,21). Por isso, a Igreja não se cansa de anunciar Jesus Cristo, proclamar o seu Evangelho como a única e, superabundante resposta às mais radicais aspirações dos jovens, como a resposta forte e entusiasta de um seguimento pessoal: “Vem e segue-me!” (Mc 10,21), que comporta a vivência do amor filial de Jesus pelo Pai e a participação na salvação da humanidade.
Vejamos ainda o que nos diz o Documento de Aparecida (V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe) sobre os jovens. A sua Santidade o Papa Bento XVI em seu discurso aos jovens, no Estádio do Pacaembu, em São Paulo, o papa chamou a atenção sobre a “devastação ambiental da Amazônia e as ameaças à dignidade humana de seus povos” e pediu aos jovens “um maior compromisso nos mais diversos espaços de ação”.
O Doc. de Aparecida, afirma que nosso Continente é da Esperança e do Amor, no n° 127 torna isso muito claro em forma de agradecimento e informação: “Como discípulos e missionários agradecemos a Deus porque a maioria dos latino-americanos e caribenhos estão batizados. A providência de Deus nos confiou o precioso patrimônio de pertencer à Igreja pelo dom do Batismo que nos tem feito membros do Corpo de Cristo, povo de Deus peregrino em terras americanas há mais de quinhentos anos. Alenta nossa esperança a multidão de nossas crianças, os ideais de nossos jovens e o heroísmo de muitas de nossas famílias que, apesar das crescentes dificuldades, seguem sendo fiéis ao amor. Agradecemos a Deus a religiosidade de nossos povos que resplandece na devoção ao Cristo sofredor e à sua Mãe Bendita, na veneração aos Santos com suas festas patronais, no amor ao Papa e aos demais pastores, no amor à Igreja universal como grande família de Deus que nunca pode nem deve deixar seus próprios filhos a sós ou na miséria”.
A V Conferência faz um chamado urgente a todos os cristãos, especialmente aos JOVENS, para que estejam abertos a uma possível chamada de Deus ao Sacerdócio ou à vida consagrada; recorda que o Senhor dará a graça necessária para responder com decisão e generosidade, apesar dos problemas gerados por uma cultura secularizada, centralizada no consumismo e no prazer (Cf. DA, nº 315, p.144).
Os JOVENS são sensíveis a descobrir sua vocação a ser amigos e discípulos de Cristo. São chamados a ser “sentinelas da manhã” (JOÃO PAULO II, Mensagem para a XVIII Jornada Mundial da Juventude, Toronto, 28 de julho de 2002, n°6), comprometendo-se na renovação do mundo à luz do Plano de Deus. Continua o Documento: “Por sua generosidade, são chamados a servir a seus irmãos, especialmente aos mais necessitados, com todo o seu tempo e vida” (Cf. DA, n° 443, p198).           

Frei Alexandre, OFMCap.
A Serviço da Animação Vocacional

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Carta natalícia 2009: "Maria Ficou com ela cerca de três mêses" (Lc 1, 56)

A Mensagem natalícia enviada a todos os frades e homens e mulheres de boa vontade, escrita pelo Frei Mauro Jöhri, Ministro Geral da Ordem Capuchinha, tem o tema: "Maria Ficou com ela cerca de três mêses" (Lc 1, 56).
Carta natalícia 2009: "Maria Ficou com ela cerca de três mêses" (Lc 1, 56)

Caros irmãos, Paz e Bem!


1. Natal na Ilha de Guam


No ano passado, pouco antes do Natal, visitando com frei Mark Schenk, Definidor Geral, os nossos confrades da Austrália, Timor Leste, Papua Nova Guiné e Nova Zelândia, concluímos o longo périplo na Ilha de Guam. Faltavam poucos dias para o Natal e encontramos o nosso convento de Agana Heights bem adornado para as festividades natalícias. Havia um grande presépio com muitas cenas da vida quotidiana e muita neve fictícia, exatamente onde faz muito calor. Não faltavam nem mesmo as árvores natalinas, as estrelas e as grandes figuras de anjos filiformes. Até os corredores da casa estavam enfeitados para a festa. Perguntamos-nos que sentido teria todo aquele aparato de decorações natalícias. Chegados no meio da noite, tivemos de esperar até a noite seguinte para ter a resposta. Pouco depois das 18 h começaram a chegar os grupos de pessoas. Famílias inteiras com tantas crianças, ônibus com pessoas de todas as idades. Na praça diante do convento, um grupo de senhoras tinha posto uma série de mesas e cadeiras, mas sobretudo tantos dons de Deus. Todos podiam servir-se livremente do que havia ali. As pessoas, depois de terem visitado o Presépio e tudo o que havia para ver, vinham para a ceia. Frei Eric, o Ministro Vice-Provincial e outros frades ficaram ali fora conversando com os convidados até tarde da noite. Depois soubemos que a ceia era organizada cada noite pelo povo de uma paróquia onde os frades trabalham.

2.Povo em ação
Após ter vivido este momento por algumas noites e vendo que o número das pessoas não diminuía, fiquei muito edificado, pois compreendi que não se tratava só de visitar o Presépio e depois ir embora. Essa visita era unida a um momento de convívio. E o estar juntos não podia faltar. Foi muito bonito ver as pessoas parar para conversar entre si ou com os frades e ao mesmo tempo ver as crianças correndo e brincando no adro. Assim é preparado e vivido o Natal na Ilha de Guam. Por que eu conto isto? Pelo simples fato de que isto me tocou muito e porque vi nisso um nexo com os Evangelhos da Infância de Jesus. Peguem os primeiros dois capítulos do Evangelho de Lucas e admirem quanta gente está em movimento. Anjos enviados do céu a Zacarias, Maria e os pastores; Maria que vai visitar sua prima Isabel; os vizinhos e os parentes que se alegram pelo nascimento de João o Batista; os pastores que decidem partir sem demora para Belém. Tanta gente simples que se põe em movimento, mesmo no meio da noite, pela alegria de partilhar um evento familiar inesperado. E no templo estão Simeão e Ana que esperam.

3.O dom do próprio tempo

Quem parte retornará certamente para sua casa, porém nunca sem ter passado algum tempo junto com alguém. É o caso de Maria que, depois de ter ido às pressas pela região montanhosa, a uma cidade da Judeia, permanece por cerca de três meses com a prima Isabel. Mas é também o caso dos pastores vindos a Belém, os quais antes de voltar e relatar tudo o que lhes fora dito sobre o menino, ficam algum tempo a observar admirados. O mesmo diga-se do Natal de Greccio: para a ocasião foram convocados frades de várias partes, homens, mulheres da região, e, por fim chegou também Francisco! É bela esta imagem de gente a caminho, mas que também para, festeja e celebra o nascimento do Menino ou a recordação deste evento (I Cel. 85) sem preocupar-se com o tempo que passa e a noite que se faz sempre mais escura.

4.A maior distância

Eu conto tudo isto porque gostaria que cada um de nós se colocasse em movimento no tempo do próximo Natal. Um movimento para ir ao encontro de alguém e partilhar com essa pessoa um bom momento fraterno. Imagino que às vezes, a distância maior seja a de uma cela para outra dentro da mesma fraternidade. É um irmão com o qual eu não converso faz tempo ou com o qual me limito a dizer unicamente o estrito necessário. Irmãos, por que não fazer da próxima festa natalina, a ocasião de ir ao encontro de alguém de quem descuidamos o contato ou mesmo evitamos? Por que não caminhar na direção do outro, para partilhar com ele um momento festivo? Doar o próprio tempo a alguém e fazê-lo de modo gratuito, sem ficar olhando o relógio. Não é só um gesto de verdadeira fraternidade, é um gesto de amor!


5.Gestos novos

Caros irmãos, todos nós temos necessidade de gestos novos, de um pouco de legítima humanidade, e não é menos importante, cada um de nós tem a capacidade de oferecer este tipo de gesto. Diz-se que Maria permaneceu cerca de três meses com sua prima Isabel, isso significa que ela deu à prima, seu tempo. Nunca vos aconteceu de experimentar uma profunda desilusão por terdes vos alegrado muito por uma visita, mas o amigo, após a saudação, teve de partir porque não tinha tempo? Eu faço votos de que neste Natal, em todas as nossas fraternidades, nós dediquemos um pouco de tempo para estar juntos e que se passe do mínimo necessário, à dimensão da gratuidade. Bem sabemos que uma visita, ou o tempo dado gratuitamente, frequentemente nos torna mais felizes do que um presente precioso. Então, movamo-nos! Dizendo isto não quero deixar de enviar a cada um de vocês meu vivíssimo augúrio de um Santo e Bom Natal recordando que "o santíssimo Pai celeste, nosso rei antes dos séculos, mandou do alto seu Filho dileto, que nasceu da beata Virgem santa Maria" (São Francisco)

Natal de 2009
Frei Mauro Jöhri,
Ministro Geral OFMcap

O SANTO SACRIFICIO

Missa Tridentina


OBJETIVO
O nosso Blog visa promover a celebração do Santo Sacrifício da Missa, no Rito Tridentino, agora conhecida como a "forma extraordinária do Rito Romano”, como declarou o Papa Bento XVI no Motu Proprio Summorum Pontificum.
A SANTA MISSA
A Missa Católica é a mais perfeita representação do irrevogável ato de salvação do Nosso Senhor Jesus Cristo, Seu sacrifício na Cruz. Cada Missa deve manifestar perfeitamente essa doutrina católica através de suas orações e rituais. A liturgia autêntica deve honrar e glorificar a Deus, expiar os homens de seus pecados, e agradecer a Deus pelas graças que Ele concedeu ao mundo. No Santo Sacrifício, mais do que em qualquer outra manifestação de nosso culto a Deus, tem uma plena realização a palavara de Santo Agostinho: “Colimus Deum precando, colit nos Deus miserando.” Rendemos culto a Deus, rezando, e Deus cuida de nós, comunicando-nos os tesouros de sua misericórdia. Nossas relações para com Deus são expressas pela Oração e pelo Sacrifício; as relações de Deus para conosco são o exercício de sua misericórdia infinita, instruindo-nos e comunicando-se a nós. E onde melhor se realizará esse intercâmbio spiritual do que no Santo Sacrifício da Missa? Nele falamos a Deus e Ele nos fala: nele nos oferecemos a Deus em união com o divino Medianeiro, que é Jesus Cristo, e Ele se une às nossas almas, no Sacramento do amor.

RITO TRIDENTINO
A Forma Extraordinária do Rito Romano é a liturgia da Igreja Católica em uso antes da reforma do Concílio Vaticano II. Inclui a missa, os sacramentos, vários ritos de bençãos e mais. A Missa é as vezes chamada de Missa “Tridentina” porque “Tridentino” se refere ao Concílio de Trento (1545-1563), que unificou a prática litúrgica na Igreja Ocidental. O Papa São Pio V alcançou esta meta em 1570 quando emitiu a restauração do Missal Romano após o Concilio. A Missa Tridentina foi baseada nas mais antigas e veneráveis fontes litúrgicas Ocidentais. São Pio V decretou na Bula Papal conhecida como Quo Primum que seu único rito de Missa fosse usado por todos na Santa Igreja. No entanto, exceções foram feitas para os ritos que tinham estado em uso contínuo por pelo menos 200 anos. Por que o Latim? O latim continua sendo a língua oficial da Igreja Católica Romana e tem sido usado como a língua litúrgica no Ocidente desde o século III. A natureza imutável do latim tem conservado a doutrina ortodoxa da Missa, que nos foi herdada dos pais da Santa Igreja. O uso do latim na Missa e em documentos oficiais da Igreja tem sido fundamental em apoiar a universalidade e unidade da Igreja. O papa Bento XVI indicou o uso de latim e o canto Gregoriano na liturgia na sua Exortação Papal de 2007 sobre a Eucaristia Sacramentum Caritatis.  Embora a Missa Tradicional seja dita ou cantada em latim, a maioria dos fiéis que participam na liturgia usam seus próprios livros de oração (missais), que contém o texto em latim acompanhado por sua tradução no vernáculo. As regras que explicam como tal participação deve ocorrer estão na encíclica Mediador Dei do Papa São Pio XII, par. 106.

O que esperar da Missa Tradicional?
A princípio, a formalidade e o elaborado rito da Missa Tradicional pode nos parecer um pouco desconhecido. Há uma atmosfera de oração e reverência entre as pessoas nos bancos. Antes da Missa, o silêncio é mantido na igreja demonstrando o respeito à Presença Real de Jesus no Santíssimo Sacramento, que é reservado no tabernáculo no centro do altar. Para criar um espaço sagrado, o altar é separado do corpo principal da igreja por uma barra, que indica o local aonde os fiéis se ajoelham para receberem a comunhão, somente na língua. O crucifixo acima do altar relembra o fiel que o Sacrifício da Cruz e o Sacrifício da Missa são os mesmos. As seis velas acesas no altar simbolizam Cristo como a luz do mundo. O sacerdote e a congregação juntos ficam de frente para o tabernáculo e o altar aonde o Sacrifício Sagrado é oferecido. O altar normalmente é colocado na direção oriental da igreja, na direção do sol nascente, simbolizando Cristo Ressuscitado. A comunhão é dada sob uma única espécie, com as palavras "o Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo guarde tua alma para a vida eterna. Amém." O sacerdote diz a oração completa. Há duas formas principais de Missa, Solene (cantada), e rezada. Uma Missa rezada é uma que é simplesmente recitada pelo sacerdote; é menos cerimonial que uma Missa solene. Uma Missa solene é cantada usando várias formas do canto Gregoriano ou polifônico. E o incenso é usado somente na Missa solene.

"Quem ama serve mais" A Voz do Papa



Dialogar diariamente com Deus, ler a Bíblia, ir à Missa do domingo, contar as alegrias e sofrimentos a Cristo, dar exemplo ou ser útil aos demais: são alguns dos conselhos que o Papa dá aos jovens. 

1) Dialogar com Deus“Alguns de vocês poderiam talvez se identificar com a descrição que Edith Stein fez de sua própria juventude, ela, que viveu depois no Carmelo de Colônia, ‘tinha perdido, consciente e deliberadamente, o costume de rezar’. Durante estes dias, poderão recuperar a experiência vibrante da oração como diálogo com Deus, que sabemos que nos ama e que, por sua vez, queremos amar”. 

2) Contar a Deus os sofrimentos e as alegrias“Abram seu coração a Deus. Deixem-se surpreender por Cristo. Concedam-lhe o ‘direito de falar com vocês’ durante estes dias. Abram as portas da liberdade a Seu amor misericordioso. Apresentem suas alegrias e suas penas a Cristo, deixando que Ele ilumine com Sua luz a mente de todos vocês e toque, com Sua graça, seus corações”.
  
3) Não desconfiar de Cristo“Queridos jovens, a felicidade que procuram, a felicidade que têm direito de saborear, tem um nome, um rosto: o de Jesus de Nazaré, oculto na Eucaristia. Somente Ele dá plenitude de vida à humanidade. Digam, com Maria, o seu ‘sim’ ao Deus que quer se entregar a vocês. Repito hoje, o que disse no princípio de meu pontificado: Quem deixa Cristo entrar na própria vida não perde nada, nada, absolutamente nada do que faz a vida livre, bela e grande. Não! Somente com esta amizade se abrem completamente as portas da vida. Só com esta amizade se abrem realmente as grandes potencialidades da condição humana. Só com esta amizade, experimentamos o que é belo e o que nos liberta. Estejam plenamente convencidos: Cristo não elimina nada do que existe de formoso e grande em vocês, mas leva tudo à perfeição, para a glória de Deus, a felicidade dos homens e a salvação do mundo”.  

4) Estar alegres: querer ser santos“Além das vocações que implicam uma consagração especial, está também a vocação própria de todos os batizados: trata-se de uma vocação a aquele alto grau da vida cristã normal que se expressa na santidade. Quando alguém encontra Jesus e acolhe Seu Evangelho, a vida muda e a pessoa é levada a comunicar aos outros a própria experiência (...). A Igreja precisa de santos. Todos estamos chamados à santidade e somente os santos podem renovar a humanidade. Convido-os a fazer o esforço, já durante estes dias, de servir sem reservas a Cristo, custe o que custar. O encontro com Jesus Cristo lhes permitirá sentir interiormente a alegria de Sua presença viva e vivificante, para testemunhá-la depois, nos seus ambientes”.
 
5) Deus: tema de conversação com os amigos“São tantos nossos companheiros que ainda não tiveram a oportunidade de conhecer o amor de Deus, ou procuram preencher o coração com substitutos insignificantes. Portanto, é urgente ser testemunhas do amor contemplado em Cristo. Queridos jovens, a Igreja precisa de autênticas testemunhas para a nova evangelização: homens e mulheres cuja vida tenha sido transformada pelo encontro com Jesus; homens e mulheres capazes de comunicar esta experiência aos demais”.

6) Aos domingos, ir à Missa
Não deixem de participar da Eucaristia dominical e ajudem também os outros a descobri-la. Certamente, para que dela emane a alegria que precisamos, devemos aprender a compreendê-la cada vez mais profundamente, devemos aprender a amá-la. Vamos nos comprometer com isso, vale a pena! Vamos descobrir a íntima riqueza da liturgia da Igreja e sua verdadeira grandeza: não somos nós que fazemos festa para nós mesmos, mas, ao contrário, é o próprio Deus vivente que nos prepara uma festa. Com o amor à Eucaristia, redescobrirão também o sacramento da Reconciliação, no qual a bondade misericordiosa de Deus permite sempre iniciar de novo a nossa vida. 
 
7) Demonstrar que Deus não é triste Quem descobriu Cristo, deve levar outras pessoas a Ele. Uma grande alegria não deve ser guardada só para a própria pessoa. É preciso transmiti-la. Em numerosas partes do mundo, existe hoje um estranho esquecimento de Deus. Parece que tudo continua do mesmo jeito sem Ele. Mas, ao mesmo tempo, existe também um sentimento de frustração, de insatisfação com tudo e com todos. Dá vontade de exclamar: não é possível que a vida seja assim! Verdadeiramente, não.
 
8) Conhecer a fé Ajudem os homens a descobrir a verdadeira estrela que nos indica o caminho: Jesus Cristo. Tratemos, nós mesmos, de conhecê-lo cada vez mais para poder guiar também, de modo convincente, os outros até Ele. Por isso é tão importante o amor à sagrada Escritura e, de conseqüência, conhecer a fé da Igreja que nos mostra o sentido da Escritura.
 
9) Ajudar: ser útil Se pensarmos e vivermos em virtude da comunicação com Cristo, então abriremos os olhos. Então, não nos adaptaremos mais a seguir vivendo preocupados somente por nós mesmos, mas veremos onde e como somos necessários. Vivendo e atuando assim, perceberemos logo que é muito mais belo ser úteis e estar à disposição dos demais do que se preocupar somente do conforto que nos oferecem. Eu sei que vocês, como jovens, aspiram a coisas grandes, que querem se comprometer por um mundo melhor. Demonstrem isso aos homens, demonstrem ao mundo, que esperam exatamente este testemunho dos discípulos de Jesus Cristo e que, sobretudo mediante o amor de vocês, poderá descobrir a estrela que, como pessoas de fé, seguimos. 

10) Ler a Bíblia O segredo para ter um “coração que entenda” é formar um coração capaz de escutar. Isto se consegue meditando sem cessar a palavra de Deus e permanecendo enraizados nela, através do esforço em conhecê-la sempre mais. Queridos jovens, exorto a todos a adquirir intimidade com a Bíblia, a tê-la sempre ao alcance da mão, para que ela seja para vocês como uma bússola que indica o caminho a seguir. Lendo-a, aprenderão a conhecer Cristo. São Jerônimo, ao respeito, nos diz: “O desconhecimento das Escrituras é desconhecimento de Cristo”.
 
Em resumo...Construir a vida sobre Cristo, acolhendo com alegria a palavra e colocando em prática a doutrina: eis aqui, jovens do terceiro milênio, aquele que deve ser seu programa! É urgente que surja uma nova geração de apóstolos enraizados na palavra de Cristo, capazes de responder aos desafios de nosso tempo e dispostos a difundir o Evangelho por todo lado. Isto é o que o Senhor lhes pede, a isto os convida a Igreja, isto é o que o mundo – mesmo sem sabê-lo – espera de vocês! E se Jesus os ama, não tenham medo de responder-lhe com generosidade, especialmente quando lhes propõe de segui-lo na vida consagrada ou na vida sacerdotal. Não tenhammedo, confiem Nele e não ficarão decepcionados.

Pastoral Vocacional

RETIRO DE SELEÇÃO VOCACIONAL - 2011


No alvorecer deste novo ano, a Província de São Francisco das Chagas do Ceará e Piauí se alegra, pois, o Senhor sempre nos envia  irmãos. Nos dias 04 a 07 de janeiro de 2011, oito (08) jovens vocacionados capuchinhos participarão do  Retiro de Seleção Vocacional. Este retiro será constituído de fortes momentos de reflexão, oração e discernimento para uma tomada de opção consciente e livre como fez o Seráfico Pai São Francisco.

Local: Centro de Estudos das Filhas do Coração de Maria, Rua Silva Paulet, 1688 A – Aldeota  Fortaleza-CE .

Pregador: Dom Frei Geraldo Nascimento, OFMCap.

Promotores Vocacionais:
Frei Deusimar
Frei Alexandre
Frei Osmar
Frei Roberildo
e Assessoria.

Jovens Vocacionados: (08)
Davi Santos Morais
Glauber Santiago Rocha
Rafael Gomes da Costa
Francisco Rodrigo Ramos da Silva
Bruno Emanuell Pontes Neto
Francisco Xavier da Silva Filho
Jonas de Lima Coelho
Lucas Palhanho R. de Sales

Todo amor termina em vocação…

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Papa e líderes religiosos vão rezar pela paz em Assis

O Papa Bento XVI, cristãos de outras denominações e líderes de grandes tradições religiosas se reunirão para rezar pela paz.

O encontro acontece em Assis, na Itália, em outubro deste ano - exatos 25 anos após iniciativa similar do então Papa João Paulo II, que também se reuniu com expoentes cristãos e de diversas religiões em 1986.

Na Mensagem para o Dia Mundial da Paz 2011, Bento XVI escolheu como tema Liberdade religiosa, caminho para a paz.

"Desejei sublinhar como as grandes religiões podem constituir um importante fator de unidade e de paz para a família humana [...]. Por isso, no próximo mês de outubro, irei em peregrinação à cidade de São Francisco, convidando a unir-se neste caminho os irmãos cristãos das diversas confissões, os expoentes das tradições religiosas do mundo e, idealmente, todos os homens de boa vontade, com o objetivo de fazer memória daquele gesto histórico desejado pelo meu Predecessor e renovar solenemente o compromisso dos crentes de todas as religiões a viver a sua fé feligiosa como serviço à causa da paz", sublinhou o Papa durante oAngelus da Solenidade de Maria, Mãe de Deus, em 1º de janeiro.

O Pontífice também explicou que quem caminha em direção a Deus não pode não transmitir a paz, bem como que quem constrói a paz não pode não se aproximar de Deus.

"Convido-vos a acompanhar desde agora, com a vossa oração, essa iniciativa", concluiu.